Raio Verde

Novembro 30 2011

Enquanto nos vendem o fim do mundo, a terra continua aí, tudo continua a crescer, o mar a marulhar ao fundo da rua, o choro do bebé da vizinha, o trote do cavalo do outro (nenhuma utopia saudosista; passa mesmo por aqui, todos os dias, um cavalo puxando uma carroça), as oliveiras e as laranjeiras a estremecer ao vento, pássaros, galos baralhados nas horas e os meus braços oferecidos em sacrifício a melgas retardatárias enquanto arrumo as ferramentas ao pôr-do-sol.

publicado por raioverde às 11:48

Novembro 2011
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9
12

13
14
15
16
17
18
19

20
21
22
25
26

28


mais sobre mim